muito mais do que querer que uma saia levante ou que o decote espremido favoreça o que eu vejo da janela; aquele par de tornozelos está ao alcance da minha memória assim como o meu nome ou então meu pai.
eu agora brinco de seguir passos pela rua. faço meus os dela, pra esquerda e pra direita. quando pára, eu paro. às vezes finjo paisagem que é pra não estragar a brincadeira, mas ela não sabe, só parece, quando se vira pra trás e eu resvalo sem querer num olhar perigoso, como se adivinhasse o que estou fazendo.
nessa hora eu a deixo ir até onde a vista perde mas, que fazer, se eu quisesse seguia só de longe pelo cheiro que sai do cabelo.
só pra constar que ontem chegaram no meu blog procurando por ‘o que fazer pra acabar com chule de bota’
E o que fazer?